Entenda como a dor no peito acontece, quais sintomas merecem atenção e quando procurar um cardiologista

A doença arterial coronariana é a principal causa de morte no mundo e acontece quando as artérias do coração ficam estreitadas ou obstruídas por placas de gordura.
Muitas pessoas conhecem essa doença como placa de gordura no coração, artéria entupida, entupimento das coronárias ou veias entupidas ou simplesmente angina.
As artérias do coração são chamadas de artérias coronárias e são responsáveis por levar sangue para o músculo do coração.
Quando o sangue não chega em quantidade suficiente, podem surgir sintomas como dor no peito, falta de ar, cansaço aos esforços.
A doença arterial coronariana pode evoluir de forma silenciosa por muitos anos.
Por isso, entender os sintomas, os fatores de risco e as formas de tratamento é essencial para reduzir o risco cardiovascular, melhorar os sintomas e a qualidade de vida.
Por que o Dr. Maurício pode te ajudar na Angina?
Sou médico cardiologista, formado pelo Hospital de Base de São José do Rio Preto, atualmente atendendo na cidade de Uberaba, em Minas Gerais em consultório e como cardiologista assistente do Mário Palmério Hospital Universitário, atuando também como especialista da parte clínica em pacientes com Angina Estável.
Tanto no estado de São Paulo, quanto em Minas Gerais na cidade de Uberaba, pude acompanhar diversos pacientes durante seu tratamento e observar a melhora dos sintomas de vários deles, retornando a qualidade de vida com tratamento instituído.
Com uma visão individualizada e completa de cada paciente, busco sempre o melhor tratamento, aliado diversas atualizações e evidências existentes na área da cardiologia, atuando tanto na prevenção de novos eventos cardiovasculares, quanto no tratamento de doenças já estabelecidas, afim de dar a cada paciente uma qualidade de vida digna, almejando melhora de sintomas, menos passagens por hospitais e aumento de longevidade.

O Que Dizem Os Pacientes:
O Que É a Angina Estável?
O coração é um músculo responsável pelo bombeamento de sangue para o organismo. Mas ele também precisa de sangue para funcionar adequadamente.
Esse sangue nutre ele através de vasos específicos, chamadas artérias coronárias.
A doença arterial coronariana é uma doença crônica que acontece quando essas artérias ficam estreitas ou entupidas.
O culpado quase sempre é o mesmo: a aterosclerose (o acúmulo de gordura e colesterol nas paredes das artérias) que vão crescendo ao longo da vida, dificultando a passagem de sangue.
Então mesmo se você tem alguma placa de gordura no coração ou já colocou stent (“molinha”) no coração, mesmo sem sintomas atualmente, você é um portador dessa doença.
Como a Doença Arterial Coronariana se desenvolve?
O processo para iniciar o acúmulo de placas de gordura nos vasos do coração é lento e silencioso.
Ela começa ainda na infância ou adolescência, com os primeiros depósitos de gordura e colesterol nas artérias, mas sem grandes consequências na maioria dos casos.
Ao longo dos anos, esses depósitos crescem e alguns fatores podem acelerar o acúmulo de gordura como hábitos de vida não saudáveis, pressão arterial não controlada, diabetes descompensado, colesterol alto sem controle, fazendo com que as artérias coronárias fiquem cada vez mais estreitas e enrijecidas.
Como saber se posso ter uma artéria do coração entupida?
Pacientes que já tiveram infarto prévio ou tem conhecimento de alguma placa de gordura no coração, com colocação ou não de stent, é considerado portador da doença arterial coronariana (placa de gordura no coração).
Mas em algumas situações, devemos investiga-la a partir de sintomas relatados pelo paciente
- Dor no peito (Angina) – Sintoma mais comum
- Falta de ar durante esforços simples ou mesmo em repouso
- Cansaço excessivo e sem motivo aparente
- Palpitações (sensação de coração acelerado ou irregular)
- Tontura
- Sensação de desmaio ou desmaio
- Suor frio junto com dor no peito
Nem toda angina estável dá sintomas típicos.
Isso é especialmente comum em idosos, diabéticos, transplantados de órgãos, pacientes com problemas renais e mulheres, que muitas vezes não apresentam a dor no peito típica.
Portanto, a dor no peito não deve ser negligenciada e merece investigação por um médico capacitado.
Como diferenciar a dor do infarto da dor de angina estável (Dor do dia a dia)?
A dor no peito que acontece aos esforços habituais, com duração de até 20 minutos, com melhora com uso de medicamentos ou ao repouso, geralmente estamos frente a Angina Estável (Doença Arterial Coronariana Crônica) e esta pode ser tratada de forma ambulatorialmente por meio de uma consulta agendada.
A dor do infarto geralmente inicia ao repouso, podendo ter irradiação para queixo, pescoço, braço direito, braço esquerdo, os 2 braços, parte superior da barriga, tem duração prolongada (geralmente maior que 20 minutos), podendo ter sintomas associados como enjôo, vômitos, tontura, falta de ar, suor frio, tremores.
Infarto é uma EMERGÊNCIA médica. Portanto, diante desses sintomas procure o pronto socorro imediatamente.
Em paciente que já tem dor no peito cronicamente, a mudança de padrão da dor, seja por duração ou de intensidade deve ligar um sinal de alerta e indicar um quadro agudo.
Na dúvida, procure sempre o seu médico cardiologista ou pronto atendimento para tirar sua dúvidas e realizar os exames durante a espera para tranquilizá-lo, caso seja necessário.

Quais são os principais fatores de risco para a Doença Arterial Coronariana?
Os principais fatores de risco para desenvolver placa de gordura no coração são:
- Pressão alta sem controle
- Colesterol elevado
- Diabetes descompensado
- Tabagismo
- Sedentarismo
- Obesidade
- Estresse crônico
Existem também fatores de risco que você não pode controlar:
- Idade: quanto mais velho, maior o risco de se ter Doença Arterial Coronariana
- Sexo: homens têm maior risco mais cedo, mas mulheres se igualam após a menopausa
- Histórico familiar: pai ou irmão que infartou antes dos 55 anos e mãe ou irmã que infartou antes dos 65 anos aumenta o seu risco de ter um infarto
Como é Feito o Diagnóstico?
O diagnóstico de angina estável começa com uma boa conversa.
O cardiologista vai perguntar sobre seus sintomas, hábitos, histórico familiar e fatores de risco.
Depois de analisar e definir seu risco de ter placa de gordura no coração, ele pode pedir:
- Eletrocardiograma
- Teste ergométrico (esteira)
- Ecocardiograma (Ultrassom do coração)
- Cintilografia miocárdica
- Angiotomografia de coronárias
- Cateterismo cardíaco
Nem todo paciente faz todos os exames. A escolha dos exames depende dos sintomas e do risco cardiovascular de cada paciente.
Como é o tratamento da Angina Estável?
O tratamento da angina estável envolve:
- Tratamento não medicamentoso:
- Mudança de hábitos de vida: Cessação de tabagismo, exercitar-se regularmente, perda de peso, alimentação saudável
- Medicamentoso para controle dos sintomas e melhora de qualidade de vida e para retardar a evolução da doença
Em alguma situações específicas, pode ser necessário a realização de procedimentos, como angioplastia (colocação de stent nos vasos do coração) ou cirurgia de revascularização miocárdica (“Ponte de Safena/Mamária”)
Com as estratégias certas, é possível controlar a doença e reduzir sintomas e aumentar a qualidade de vida.
Nem todo paciente precisa de todos os tipos de tratamento. A decisão entre um tratamento e outro é individualizada e depende da gravidade da doença, dos sintomas e das condições de cada paciente.
Como Prevenir a Doença Arterial Coronariana?
A angina estável pode ser prevenida através do controle dos problemas de saúde como pressão alta, diabetes e colesterol alto, além de estimular a prática de exercícios físicos, parar de fumar, combater a obesidade.
Prevenir é sempre melhor escolha para evitar problemas no futuro
FAQ:
1- Qual é a diferença entre Angina Estável e Infarto?
A angina estável é uma doença crônica, que é tratada ambulatorialmente e tem como sintoma principal a dor no peito na realização de esforços físicos, com duração curta e que melhora ao repouso. Geralmente está presente uma placa de gordura mais estável e com uma capa de proteção envolvendo a gordura maior.
O infarto é uma emergência médica e deve ser tratado em ambiente hospitalar, sendo a sua principal característica a dor no peito de forte intensidade e prolongada, muita das vezes iniciada ao repouso. O que causa o infarto é o rompimento de uma placa de gordura mais inflamada que apresenta uma capa de proteção que envolve a gordura mais fina (NÃO NECESSARIAMENTE A PLACA COM OBSTRUÇÃO MAIOR), e portanto, com maior capacidade de se romper.
2- Qual a principal característica da dor no peito que remete ao diagnóstico de angina estável?
As principais características de uma dor no peito clássica que sugere origem cardiológica são:
- Dor torácica em aperto ou queimação
- Iniciada ao esforço físico ou estresse emocional
- Irradiada para braço esquerdo, direito ou ambos, queixo, pescoço ou na barriga
- Duração de cerca de 20 minutos
- Melhora com uso de medicação ou ao repouso
Existem pacientes que não apresentam uma dor no peito ou que apresentam de forma totalmente diferente.
Na dúvida, procure seu cardiologista para melhor avaliação.
3- O que fazer se eu achar que estou infartando?
Nesse momento de tensão, tente ficar calmo e peça ajuda ligando para o SAMU (ligue 192) ou caso seja possível peça para alguém e vá ao hospital mais próximo do seu local.
Lá você terá o melhor atendimento para confirmação do quadro e determinar seu tratamento.
4- A dor no peito sempre significa doença no coração?
Não. A dor no peito pode ter várias causas: refluxo, tensão muscular, ansiedade, problemas pulmonares e outras causas.
Mas toda dor no peito deve ser avaliada por um médico cardiologista, principalmente se vier acompanhada de falta de ar, suor frio ou irradiação para o braço.
5- Jovens podem ter Angina estável?
Sim. A angina começa a se desenvolver desde cedo.
Jovens com colesterol alto, diabetes, histórico familiar em pacientes de primeiro grau (mãe, pai, irmãos) de infarto em idade jovem, pressão alta, fumantes, usuários de esteróides anabolizantes (“bomba”) ou outras substâncias ilícitas têm risco aumentado, e podem ter sintomas ou infarto antes dos 40 anos.
6- Quem tem Doença Arterial Coronariana pode praticar exercícios?
Na maioria dos casos, o exercício é parte fundamental do tratamento da Doença Arterial Coronariana, auxiliando na estabilização da placa de gordura nos vasos cardíacos, além de melhorar a longevidade e sintomas do paciente.
Mas o início da atividade física deve ser orientada pelo cardiologista, respeitando os limites de cada paciente e os resultados dos exames.
7- Stent resolve a Angina estável definitivamente?
O stent abre a artéria bloqueada e alivia a dor no peito (angina). Mas não cura a doença.
A aterosclerose continua presente. Sem mudança de hábitos e medicamentos, novas obstruções podem se formar (inclusive na artéria tratada).
8- A Doença arterial coronariana tem cura?
A doença arterial coronariana não tem cura no sentido de eliminação completa.
Mas com tratamento adequado, mudança de estilo de vida e acompanhamento regular, é possível controlar a progressão da doença, reduzir sintomas e viver com qualidade.
9- Qual a diferença de cateterismo cardíaco e angioplastia?
O cateterismo cardíaco é o exame que é feito para analisar e ver os seus vasos do coração. É um procedimento diagnóstico.
A angioplastia é um tratamento, sendo o ato de colocar um stent no vaso cardíaco, quando indicado
Ambos os procedimentos são realizados no mesmo lugar e algumas das vezes um é complementa o outro.
10 – Meu médico encontrou uma placa de 80% em um vaso do coração. Sempre devo colocar stent? Tenho risco de infarto se não colocar stent?
A presença de um vaso obstruído não necessariamente deve incluir a colocação de stent.
Isso depende muito do vaso acometido, da função cardíaca do paciente e se é tecnicamente possível de ser realizado.
Na maioria das vezes, a colocação de stent tem como objetivo principal a melhora de sintomas.
Nem todo infarto ocorre da placa que está entupindo mais, mas sim da placa que está mais inflamada e tem maior potencial de rompimento.
Na angina estável, a placa de gordura costuma ser mais firme e com uma capa de proteção maior. Na maior parte das vezes o infarto ocorre sobre placas menores, mas mais inflamadas e portanto mais suscetíveis a rompimento das mesmas.
Portanto, é possível em várias ocasiões, iniciar o tratamento medicamentoso para controle de sintomas e deixar a colocação de stent como um tratamento adicional, caso seja necessário.
11 – Placa de gordura no coração pode desaparecer?
A angina estável é uma doença crônica e, portanto, não tem cura.
A regressão parcial com o tratamento é possível, principalmente com controle agressivo do colesterol e com mudanças de hábitos de vida, como parar de fumar, perda de peso, etilismo excessivo, se exercitar, alimentação saudável.
O principal objetivo do tratamento da doença arterial coronariana é estabilizar as placas de gordura, para que elas não se rompam, gerando o infarto.
12 – O que é isquemia miocárdica e por que isso pode gerar dor no peito?
Para o coração funcionar bem, ele precisa receber sangue rico em oxigênio. Esse sangue chega ao músculo do coração pelas artérias coronárias, que são as artérias do próprio coração.
Durante esforços, como subir escadas, caminhar mais rápido ou correr, o coração bate mais rápido e precisa de mais oxigênio para conseguir se adequar ao esforço realizado.
Em uma situação normal, as artérias coronárias conseguem aumentar o fluxo de sangue para atender essa necessidade.
Mas quando existe uma placa de gordura ou estreitamento nessas artérias, o sangue pode não chegar na quantidade suficiente para suprir a demanda que está sendo imposta ao coração.
Quando o coração precisa de mais oxigênio do que realmente recebe, chamamos isso de isquemia miocárdica.
Um dos sinais mais comuns da isquemia miocárdica é a dor no peito, que pode aparecer como aperto, peso, queimação ou pressão.
Essa dor pode surgir durante esforço físico ou estresse emocional e, em alguns casos, melhorar com repouso ou uso de medicações de alívio.
Respostas de 2